28 a 30 de Novembro de 2016
São Luís - MA - Brasil

Hanseníase no Brasil: o que fizemos, fazemos e faremos?

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Áreas médicas: Dermatologia, Infectologia, Clínica Médica, Neurologia, Ortopedia, Oftalmologia, Medicina da Família e Comunidade, Medicina Preventiva e Social.

Áreas não médicas: Enfermagem, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Assistência Social, História da Medicina, Biomedicina dentre outras, além de alunos de Graduação e Pós-Graduação.

MENSAGEM DO PRESIDENTE


Caros amigos e parceiros da SBH,

Num período marcado por grandes transformações na vida político-social brasileira torna-se importante o avaliar crítico e responsável do que fizemos ontem, do que fazemos hoje e como faremos diferente amanhã. Com esse objetivo, a Diretoria SENSIBILIDADE SEMPRE (2015-2017) convida a todos a participarem do 9º SIMPÓSIO BRASILEIRO DE HANSENOLOGIA cujo tema central é: Hanseníase no Brasil: o que fizemos, fazemos e faremos?

Embora os números oficiais demonstrem redução da prevalência da hanseníase no país, o contínuo e elevado número de casos novos detectados, mais de 30 mil/ano, a heterogeneidade desses índices dentre as regiões do país, o número de crianças menores de 15 anos com a doença e elevados percentuais de grau 2 de incapacidade funcional nos estados de baixa prevalência são indicadores que nos colocam em alerta quanto à realidade endêmica no Brasil.

A introdução da poliquimioterapia na década de 80 trouxe-nos avanços indiscutíveis com consequente redução do número de casos de hanseníase no Brasil e no mundo. Com a distribuição universal e simples das cartelas e com o slogan de que HANSENÍASE TEM CURA, buscamos a redução do número de casos e consequente mudanças nos indicadores da hanseníase, porem seu diagnóstico continuou essencialmente clínico e complexo. Diante disso e com a descentralização necessária do atendimento da hanseníase no país para o controle da doença, atendimento este quase exclusivo da atenção básica, fez com que as referências em hanseníase fossem desfeitas ou ficassem com a condução dos casos reacionais, efeitos adversos a drogas, tratamentos substitutivos, casos recidivantes e avançados e incapacitados pelo tardar do diagnóstico. Por outro lado, atualmente, profissionais dessas referências pouco tiveram treinamento e contato com sinais clínicos precoces da hanseníase, casos majoritariamente negativos aos exames complementares, o que tem gerado conflitos significativos quanto ao diagnóstico definitivo da HANSENÍASE.

Hoje, profissionais no campo se sentem inseguros quanto ao diagnóstico da hanseníase pela ausência de testes diagnósticos com sensibilidade capaz de cobrir todas as formas clínicas, pelo despreparo no diagnóstico das alterações cutâneo-neurológicas da sensibilidade, disautonomias e da força muscular, estas últimas por ora esquecidas, o que demonstra a complexidade do diagnóstico da hanseníase e a necessidade do treinamento efetivamente teórico-prático e contínuo desses profissionais.

Diante disso, o 9º SIMPÓSIO DA SBH propõe discutir e debater criticamente AS AÇÕES PARA DIAGNÓSTICO PRECOCE DA HANSENÍASE realizadas no passado, na atualidade e quais as perspectivas de mudanças na busca de capacitar e atualizar simultaneamente a atenção básica e as referências no reconhecimento rápido e do maior número dos casos precoces da hanseníase, e que reconheçamos que, embora separados por uma questão de fluxo, necessitamos urgentemente nos UNIR para aprender sempre e vencermos a luta contra a hanseníase, garantindo sua real cura, tanto microbiológica quanto neurologicamente, garantindo SAÚDE PLENA aos pacientes diagnosticados e tratados a tempo.

Nesse momento de grande dificuldade econômica, tivemos o apoio do Governo do Estado do Maranhão para acolher a realização de nosso 9º SIMPÓSIO DA SBH na cidade de São Luiz. Sabemos das dificuldades de todos frente as distâncias continentais do Brasil, no entanto, realizaremos o evento numa região oficialmente hiperendêmica, motivo pelo qual conclamamos a todos os associados e amigos da SBH a participar, buscando apoio junto aos órgãos administrativos e de fomentos locais para que possamos aproveitar de mais essa oportunidade de aprimoramento e comprometimento à hanseníase no país.

Contamos com sua presença e valiosa participação.

Saudações,



Marco Andrey Cipriani Frade
Presidente da SBH 2015-2017





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